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O Amor e a falta Dele

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Amor. Há lindos textos que retratam este sentimento, poemas dos mais renomados escritores. Enredos de novelas, roteiros para o cinema, inspirações para letras de músicas... Enfim. É ingénuo acreditar que a construção de um amor leva o mesmo tempo que a encenação de algum desses espectáculos. Cada relação leva o seu tempo, e não me refiro somente à relações entre casais. Toda e qualquer relação é recheada de convivências, histórias, sabores e dissabores. Momentos felizes e não tão felizes assim. Muitos risos, algumas lágrimas.... Festas, Solidão, encontros e desencontros... Por que a gente Ser humano é assim não é mesmo? Gostamos de simbolizar. Mas como explicar a falta dele? Como pôr em palavras que não amamos alguém que muitas vezes compartilha connosco até o mesmo laço sanguíneo? Entendam, não é ódio. Só não é amor! Não é mágoa, só é indiferença. Por vezes me vejo num completo embaraço quando tenho que explicar que não amo um familiar, sem ser interpretada com uma criança...

Siga!

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Hoje fui ao supermercado e por muito tempo segurei um caderno na dúvida se levava ou não. Sempre gostei muito de escrever e observo como meu tempo tem se tornado escasso para isso. Pensei no que eu poderia colocar naquelas folhas.. . Pensei nos versos e poemas ao final de cada uma que eu poderia escrever.. Números de telefones, corações nos cantos , canetas coloridas... Não levei o caderno que segurei tanto tempo no supermercado. Pra quê? escrever receitas de um novo prato. Tomar nota do número de um dentista... Endereço de uma agência de emprego... Marcar uma consulta com aquele cirurgião... E com os rabiscos que só eu entendo. Eu prometi não mais chorar pelo passado, porque quando o presente chega, nosso sentimento de insatisfação toma conta, trazendo a sensação de que sempre fomos mais felizes no passado. Em Dezembro aqui no rigoroso inverno, eu desejei dias mais quentes.. Hoje sinto saudades das luzes do natal..Das praças que sentei ..Como me fez crescer! Como f...

Reencontros

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Em Outubro completará 8 anos que vivo em Portugal. Sempre penso o quanto me habituei tão rápido a tudo aqui. Convivi com muitos brasileiros que não gostavam da comida, ou do frio, e muitos deles desistiram e foram embora. Nunca notei diferença em nada e o processo de adaptação foi tudo naturalmente. Lembro-me que pedia a minha mãe para vir para cá, era um desejo estranho que parecia estar de volta para minha casa. Na rua,  por vezes via alguém que jurava conhecer, mesmo fazendo um esforço não conseguia me lembrar de onde. Fiz amigos que mais parecem irmãos, que com 2 dias que conheci, já disse que amava e os encontros eram e é sempre uma alegria. Já conheci pessoas aqui que ao sermos apresentadas, ao invés de beijinho no rosto, a gente sorriu e se abraçou, eu costumo brincar que são encontros de almas. No meu antigo e atual trabalho, parece que nasci para isto e este emprego sempre me pertenceu. Algumas colegas de loja deve se lembrar de quando eu trabalhava em uma das loja em...

Nem sorte, nem Acaso

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Tudo começou quando na quinta-feira ( 17/05), tive uma prova oral na faculdade. O texto escolhido por mim foi Epistemologias do Sul. Um dos trechos do mesmo falava sobre algumas consequências do Capitalismo, entre elas como pequenas elites locais que beneficiaram da dominação capitalista, mesmo após a independência, continuaram a exercer poder sobre as classes sociais subordinadas. Remeti tudo isto à minha infância. Lembro da cidade de onde vim, as famílias eram conhecidas po r sobrenomes ( apelidos em Portugal). Cada família tinha uma atividade como fonte de rendimento. Fabricas de cerâmica, e Batedeira ( lugar designado ao tratamento do Sisal. O Sisal é uma planta originária do Mexico utilizada para a fabricação de cordas, tapetes...) Eram as maiores fábricas que haviam. A minha familia era os trabalhadores. Escusado é citar que as condições laborais daquela época eram precárias. Ou as pessoas colocavam a sua propria saúde em risco por necessitar do dinheiro, ou os empregadores pensa...

Coragem

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Tenho dificuldades para me acostumar com as mudanças e com as novas pessoas que entram em minha vida. Porém, a decisão de reconhecer que determinadas situações e pessoas não te fazem crescer, é sempre dolorido para mim. Ruim mesmo é quando a vida te prova que você estava certa desde o inicio, quando algo te alertava para uma possível desilusão. Eu troquei diamantes por cacos de vidro! É bem verdade que eu não sou dura com minhas palavras e decisões, estou sempre a dar novas chances por acreditar na mudança do ser humano, mas afinal, qual será a hora certa de pôr um fim em qualquer tipo de relacionamento? Qual será o momento certo de darmos uma ultima chance a alguém? A certeza que eu tenho é que nossos atos de coragem é que nos impõe respeito. Coragem de dizer todos os "nãos" que não dissemos por medo de perdas e desapontamentos, coragem para enfrentar o vazio que esta situação ou pessoa fará em nossa vida, mas que no fundo será para o nosso bem e crescimento. Coragem para...

Bandidos X Herois

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Hoje me fez pensar sobre os valores da sociedade em que vivemos... Tudo se encontra completamente distorcido. E eu tenho medo que estabelecem que bandidos são herois e herois são fracassados. Como de custume (chamem-me de sensacionalista ou nao), acompanhava as nóticias do mundo... Um ds casos realmente chamou a minha atenção por uma determinada pessoas ter sido morta de forma violenta, até aí tudo normal, embora eu continue chocada com tantas guerras quando há belas frases de promover a paz ( isso serve de algo?). O certo é que a pessoa promovia sua fama em comandar o tráfico de drogas e se auto denominava gostosa e seus fãs (incluindo jovens de personalidades em formação) copiavam-na tanto no jeito de se vestir, como na maneira de falar e ainda dizia ser esta pessoa sua heroína, guerreira e que o mundo estava em luto pela sua morte. Meus pesâmes à família, mas onde está o heroi? Pelo que esta pessoa lutou? Guerreira por ter perdido a vida para salvar uma nação? Estou mesmo confusa ...

À caminho dos 30 :)

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Eu nem sou muito de projectar a minha vida para mais do que 6 meses à frente. Entretanto hoje pensei sobre o fato que em 2019 completarei 30 anos. Sempre tive muita pressa de ficar velha, ter mais idade, ser independente, dona de mim mesma... Mas para o ano eu terei 30 anos e não sei o que fazer com eles. Chego à conclusão que a vida é uma luta diária e que por vezes é bobagem fazer dela uma manual com regras. Quando eu tinha por volta dos 11 anos, lembro de uma vez que fui para a escola usando a cinta( peça modeladora que as mulheres usam por baixo da roupa), era da minha mãe. Claro que estava grande demais em mim, mas achei o máximo vestir aquilo por baixo do fardamento escolar e poder chamar as minhas amigas no banheiro para mostra-las. Alguns adultos diziam que eu era muito nova para usar salto, e que quando estivesse mais velha, minhas pernas seriam cheias de varizes. Comecei a namorar cedo, esperavam talvez que eu tivesse tambem filhos cedo... Comecei duas faculdades já...